quinta-feira, 11 de maio de 2017

Vida vivida e vida sonhada



Vivo!
Vivo e penso.
Pensamentos reais,
Concretos.

Vida vivida consciente
Onde a realidade é crua,
Dura,
Mesclada de prazeres,
Poucos.

Viver e sonhar
Necessidade intrínseca.
Viver e sonhar amor.
Imaginar e tornar real.

Sonhar a vida
Repleta de alegrias,
Plena.
Desligar o mundo
Encontrar a verdade.

Vida sonhada,
Oculta.
Necessária.
Complementar.

Complexidade do ser.
Dom recebido.
Ou inspiração?


domingo, 23 de abril de 2017

Trilogia: O Imprevisto, os caminhos e a decisão





Vida, por que me apresenta dois ou mais caminhos na hora de uma decisão?
E por que me brinda com imprevistos que pedem soluções?
Com isso arma em mim, uma batalha.
É a razão optando pelo mais fácil, o óbvio, aquele que se espera seja o escolhido.
E vem a emoção carregando princípios contumazes aplaudindo a escolha...

Mas a intrometida da dúvida surge e a perturbação acontece,
Então chamo a imaginação que diz à razão:
Vamos analisar as consequências dos futuros caminhar pelos trajetos sugeridos.
Como ela é parte de mim, conhece bem meus quereres e minhas necessidades,
A deixo solta e unida à razão para desenhar todas as possibilidades.

E as duas mostram com clareza, que o que é o mais fácil hoje, poderá ser o mais difícil no futuro...
Enfrentar os problemas agora é a indicação que as duas, apoiadas timidamente, pela emoção, concluem.
Visto minha armadura e parto para o confronto com as feras, que sei existirem pelo caminho...

Um homem não é outra coisa senão o que faz de si mesmo.

terça-feira, 18 de abril de 2017

Existências



Existe sombra existe treva existe luz.           
Existe chama existe brasa existe água.
Existe plural existe singular existe uno.
Existe paixão existe entrega existe nada.
Existe jogo existe luta existe vitória.
Existe encanto existe mágoa existe perdão.
Existe gula existe fome existe pão.
Existe calmaria existe guerra existe paz.
Existe doação existe sofrer existe fruto.
Existe amor existe dor existe flor.
Existe tudo, pois existe Deus.


quinta-feira, 6 de abril de 2017

Dancei



E pelo chão esvoacei,
Rodopiei,
Rodopiei e de exaustão cai,
Cai ao chão.
Ao chão pelos anjos clamei
E chorei,
Chorei e novamente dancei.

Dancei, dancei e dancei.

Flutuei,
Flutuei e voei
E ao céu cheguei.
Cheguei e procurei,
Procurei e aos anjos perguntei
Onde está o que encontrei
Em tempos que amei.

Dancei, dancei e dancei.

E à terra retornei,
Retornei e entendi
Que realidade ao anjo mostrei,
Realidade esquecida.
Agora revivida.

Dancei, dancei e dancei.

O amor reencontrei,
Reencontrei e compreendi
Não estar abandonada.
E sim, muito lembrada.
Amada.

E dancei, dancei, dancei ...
..............................................................

"Se procurarmos a verdadeira fonte da dança e nos virarmos para a Natureza verificamos que a dança do futuro é a dança do passado, a dança da eternidade, que sempre foi e será a mesma".


Isadora Duncan (1878-1927)


sábado, 25 de março de 2017

Ausências



Ausência física traz angústia,
Mas...
Existe ausência com presença
E presença na ausência.

E ausência de ser...?

A vida é a ausência de ser da morte.
O mal é ausência de ser do bem.
Inveja, ausência de ser autoconfiante.
Dor é ausência de ser do prazer
Criatividade é ausência de ser triste.
Sombra é a ausência de ser da luz
Olhar, ausência de ser da falsidade.
Amor é a ausência de ser da soberba.

Amor, a razão de ser da vida!


quinta-feira, 9 de março de 2017

Sem Título




Fui sem pátria, sem registro,
sem nação e sem razão,
renasci com certidão,
mas sem dar e sem amar,
nem receber e nem saber,
era andor sem flor,
planta sem fruta,
recebi pedras e atirei,
caí num labirinto e me perdi,  
sofri em suas entranhas,
cheguei ao fim, triste assim,
mais uma vez retornei
até a porta encontrar e o mar me levar,
nadei e a praia alcancei,
o sol me aqueceu,
fiz-me estrela do mar,
linda, imóvel e dócil,
aprisionada em grades de cristal,
brilhei por tempos, luz ilusória,
me vesti de brilho falso,
voltei à escuridão,
procurei por festa, encontrei dores,
em aborto espontâneo expulso a cobra,
de branco me visto, afasto pedras,
abro caminhos, avivo a esperança,
entendo o amor, por ele almejo,
em mim o sinto, de verdade o amei,
floresci e frutifiquei... e vivi!


segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

Vestida de baiana, rodou a baiana




Tudo passa, tudo passará.

E  o carnaval passou.

E a fantasia ficou.


Roda baiana, roda...


Gira a saia e seu girar leva tristezas e traz alegrias.

Segura o tabuleiro na cabeça e nele coloca tua esperança.

Sinta o ritmo e encontre tua harmonia...

Do jeito que a vida compôs.


Esqueça dores, sinta o batuque do coração.

Faz do amor sua música vibrante,

E dos sonhos tua fantasia diária.


Roda baiana, roda... 

Viva com alegria seus enredos,

Desfile tua escola no sambódromo de seus dias.


domingo, 19 de fevereiro de 2017

Universo, Terra. Vida e Eu



Vida no Universo, vida no planeta Terra...

Na Terra vemos a vida.
Sentimos vida, respiramos e vivemos.

Terra que nos oferta sua natureza.
Estrelas cintilantes, o rei Sol, montanhas, morros, mares, lagos e rios, matas, desertos, pedras, flores, frutos, animais e vegetais, combustão que gera fogo, oxigênio para a vida, chuvas, neves, secas e acontecem terremotos, raios, maremotos e ventos, tufões, furacões.
Essa é a vida na Terra.

Eu sou vida e sendo vida, sou como a Terra.
Contornos de morros e curvas no meu corpo, cintilar de estrelas nos meus olhos e o Sol Divino no coração. Rios de sangue pelas veias, chuvas de lágrimas e também a placidez do lago em dias serenos. Produzo flores de alegrias e frutos com ações ditadas pelo amor e pedras, formadas pelos erros. Combustão no fogo da paixão e oxigênio no amor. Acontecem as tempestades: maremotos, raios, tufões e furacões causados pelas injustiças, as contrariedades, o descontrole e as perdas.
Em mim também existe a aridez do deserto, meu deserto interior que invade meu mundo fértil após as tempestades, expulsando o amor e trazendo tristeza, desânimo e me transportando às cavernas obscuras do meu ser, até reencontrar o oásis renovador.


Sou vida, sou Terra, sou Universo. 


sábado, 11 de fevereiro de 2017

Ontem, hoje e com certeza amanha



Em muitos dias acordo nova. Mas em outros me repito, e meu dia parece uma volta de alguns anteriores. O humor é o mesmo, faço as mesmas coisas, penso igual, vejo igual, visto a mesma roupa, tomo o mesmo banho, almoço o mesmo cardápio, na mesma mesa, no mesmo lugar, mesmas situações me contrariam, mesmos problemas. Encontro com mesmas pessoas, cometo os mesmos erros e, talvez, os mesmos acertos. Faço o mesmo percurso, no mesmo horário, no mesmo trânsito, mesmas emoções. Meu “Bom Dia” é sempre igual, assim como meu sorriso, as pessoas têm a mesma expressão, parece que eu e todos usamos máscaras. Uns com máscaras felizes, outros indiferentes, ainda tem as sonhadoras e as sofridas.

O tempo para.

Nada de dia novo e nada de novo no dia. Mesmice total. Rotina.

Após um tempo de mesmice, o resultado surge: ou é uma dor de cabeça sem motivo, ou uma nas costas, ou a sensação de desamor e de ansiedade, a vida se torna a inimiga, e penso: Ah, quando conseguir isso, ou aquilo, tudo será diferente, e aguardo, e vivo outro dia mesmo.

Em outros dias, ao chegar nesse ponto de saturação da mesmice, vejo ou crio culpados: é deles a culpa pela minha mesmice!

Os dias iguais continuam cada vez mais mesmos.

Busco explicações rápidas com entendidos em tarot, quiromantes, cartomantes e similares. Desafogo com confidentes confiáveis que somente ouve e eu, será que ouço seus conselhos?

Um dia acordo consciente!

Os dias que vivo são meus! Sou eu a proprietária deles! A rotina dos dias repetidos é resultado de minhas escolhas. Escolhas erradas? Hoje parecem ser, mas na época que escolhi foram acertadas, então não as condeno ao erro.


E me visto nova, e troco o trajeto, e mudo o olhar, e jogo fora o relógio, e saúdo com alegria, e almoço diferente, e cometo outros erros e outros acertos. Acontecem descobertas íntimas e desperto forças escondidas, e sentimentos novos e emoções mais emocionantes e inicio um novo tempo até... A mesmice voltar.


quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

Requiem a um tolo




Quem nunca tolo foi
Conhece toda dor
De um sonho que se vai.
Extrai o amor, 
Cria espaço vago,
Lágrimas o preenchem.

Quem de seu eu foge
Vira-se contra a vida,
Ignora a natureza,
Não constrói o elo
Que eterniza um momento
De entrega absoluta.

Já vi tolos que sábios se julgam
Arrastarem-se pelos dias
Carregando fardo de tolices.
Talvez num dia tardio
Se enxerguem
E murchem.

Vi sábios que se veem tolos
E algumas vezes são,
E ser se reconhecem,
E se reconstroem,
E criam seus elos de vidro
Que talvez um dia...

Por um tolo serão rompidos.


segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

Na segunda-feira e pelos dias...




Segunda-feira, dia de transformação.

A obrigação é enfadonha?

Encontre um modo de transformá-la em atraente.

Se não tiver nenhuma ideia para isso, imagine que está representando num palco e a plateia lotada, cuide de sua postura, invente gestos desinibidos e andar decidido, sorriso nos lábios. Pense em uma câmera te focando de cara fechada. Ninguém é bonito assim e o público pede beleza então, sorria e o enfadonho será interessante.

Troque o “script” pelo improviso, pela surpresa.

A segunda-feira será mais atraente se seu personagem atuar de modo livre. Dance quando a hora permitir e solte braços, pernas e tronco em evoluções no ritmo de uma música imaginada e não ligue para os espectadores, pois podem admirarem-se no início, mas aos poucos dançarão também e ainda, o palco é todo seu. Seja feita sua vontade.

Surgiu vontade de comer um bom sanduíche com tudo que é proibido dentro dele? Coma, na segunda-feira todas as mudanças são permitidas. Também paquere colegas se está nos teus desejos, se não conseguir, dê de ombros, pelo menos tentou, não é? E assim saberá que não eram coadjuvantes certos pro teu palco, continue os testes, um dia encontra o par perfeito, se é que existe.

Está triste? Esprema seu coração e deixe o suco escorrer por seus olhos e chore, no palco chora-se também e isso dá leveza ao coração para a segunda-feira ficar mais fácil. Depois da dor despejada, vasculhe a memória de interpretações anteriores e faça uma nova reapresentação daquela que foi mais feliz. O público aplaudirá teu desempenho em transpor-se da dor para a alegria.

Abriram-se as cortinas do palco da tua segunda-feira, tenha uma vibrante atuação nele, conquiste reconhecimentos e receba aplausos da vida. 


PLAC, PLAC, PLAC...