sexta-feira, 13 de outubro de 2017

Assim aconteceu...


Contando conto

O relógio marcava doze horas, o sol lançando seus raios de luz sobre à cidade. Uma única nuvem no céu deslocando-se devagar até chegar à frente do sol. Talvez o calor solar a agradou, pois ela estacionou e lá ficou.

Toda escura, toda sombrosa.
Não era uma grande nuvem, mas seu tamanho foi suficiente para tirar os raios do sol que incidiam sobre a cidade.

Ninguém da cidade notou a nuvem adormecida frente ao sol naquela quinta-feira. Todos ocupados em suas vidas e nem notaram que à noite o céu só exibia estrelas, sem lua.

Amanheceu a sexta-feira e quando o sol se mostrou trouxe consigo a nuvem, ou a nuvem o acompanhou em todas suas visitas a outras paragens da Terra? Alguns notaram a nuvem imóvel. E na noite de sexta-feira apaixonados procuraram a lua e trocaram carinhos sem ela.

O sábado clareou trazendo a nuvem junto ao sol. Nesse dia muitos estranharam que apesar do céu azul não viam o brilho nas folhas das árvores e nos gramados e nas cores das flores. Mas não procuraram pelo sol, simplesmente ignoraram. Que importância tinha isso? Outros perceberam que sua sombra não caminhava mais junto deles, presa a seus pés, como nos dias de céu azul acontecia. Um preocupou-se... não tenho mais sombra? Não sou mais matéria? Morri? E olhou pro sol. Outros também olharam, e outros, e os amantes amaram-se sem lua.

Domingo nasceu também acompanhado da nuvem teimosa. A cidade em tumulto, a praça lotada de pessoas olhando para o sol com seus raios escondidos pela nuvem constante. Os repórteres de televisões entrevistando moradores, câmeras posicionadas em direção do sol escondido. Curiosos de outras cidades e jornalistas chegando para conferir o mistério. Alguns se perguntavam:

_Será efeito do buraco na camada de Ozônio? Ou causa da poluição do ar, do mar e dos rios? Ou do desmatamento? Ou é o fim do mundo?

Crianças assustadas, nem brincavam. Uma delas chama amigos e propõe:

_Vamos cantar para o sol? Quem sabe ele espanta a nuvem!

O coro infantil atraiu todas as crianças assustadas e juntas cantaram para o sol:

olho pro céu e vejo uma nuvem branca que vai passando...
olho na terra e vejo uma multidão que vai caminhando...
como essa nuvem branca essa gente não sabe aonde vai...

A nuvem, vagarosamente, foi se desfazendo aplaudida por todos na praça e... Fez-se a Luz, enquanto as crianças ainda cantavam: 


olho pro céu e sinto descer à terra o meu Salvador ...

sábado, 30 de setembro de 2017

Adeus... vou ser feliz!




Adeus apetrechos inúteis
Que não trazem felicidade
Só tomam meu tempo.
Adeus imposições fúteis
Não pode engordar,
Nada de envelhecer,
Jovem e esguia sempre!
Adeus mediocridades
Maldizeres,
Julgamentos.
Adeus falsidade
Nem por fineza,
Quanto mais por inveja.
Adeus desamor
Tem que ser amor.
Adeus inimizade
Você inexiste em mim.
Adeus indiferença
Somente atenção.
Adeus orgulho
Você não é bom.
Para tudo isso, digo Adeus!
Até nunca mais.
Fui...

Olá felicidade, cheguei!

quinta-feira, 21 de setembro de 2017

Para ser primavera



Cumpra as leis da natureza
Sem desvios de caráter
Nem preceitos rebater
E reine com clareza.
Exerça sua missão
De distribuir beleza
Que cause emoção
E mostre firmeza.

Floresça suas matas e florestas
Para que frutas germinem
Que aos famintos alimentarão,
Não os deixando ao desamparo
E coibindo preconceito.
Seja uma primavera colorida
Desde que em variadas cores,
E tua passagem será cumprida
Substituindo com alegria
A rigidez triste do inverno.

Seja a antítese do sofrer.
Seja a juventude,
Seja o amor envolvendo todo o meio.
Seja primavera, nela e sempre!


quinta-feira, 7 de setembro de 2017

Partiu



Surgiu como prelúdio de brasa
A espera da palha
Pra gerar o fogo,
Que aquece a alma,
Que ilumina a vida.

Foi-se...

Nada deixou.
Levou meu anseio,
Saiu do meu meio.
Egoísta mesmo.

Ficou a nostalgia no vazio,
Após sua etérea vida,
Em que alimentou sonho,
Embalou adormecer.

Não vingou no tempo,
Não aconteceu,
Só legou tristeza pelo que não foi.
Foi-se sem nunca ter sido...


sexta-feira, 1 de setembro de 2017

Triangulo amoroso na matemática


Contando conto ambientado nos princípios da geometria espacial


Um triângulo é formado por três pontos distintos e que não estejam numa mesma reta. Esses três pontos, unidos dois a dois determinam retas que se prolongam nos dois sentidos em direções ao infinito...

Infinito... como será o infinito? Conhecemos bem o finito, os fins que nos deparamos pela vida.

O amor, dizem os apaixonados, é infinito, sem medida e sem peso. É linear, é uma reta determinada pelos corações amantes que a criam. Mas no universo existem muitos pontos fora dessa reta apaixonante, que geram outras retas e essas encontram outras retas em seus pontos comuns e se cruzam e determinam triângulos e outras figuras geométricas.

Uma reta apaixonante foi determinada por Diogo e Iara para se fortalecer e se desenvolver em direção ao infinito, única, encontrando retas transversais pelo caminho. Por um tempo foi uma reta harmônica, viajando num feixe de retas paralelas, tranquilas como as águas de um lago. Um dia Flora reluziu em sua reta paralela à reta de Diogo e Iara e o brilho dela chegou aos olhos dos dois.  E retas surgiram. A determinada por Flora e Diogo, uma reta sedutora de intensa sensualidade e a que Flora e Iara criaram foi de amizade e de interesse. A amizade doada por Iara e o interesse por Flora.

E assim nasceu um triângulo amoroso e no espaço interno determinado por seus lados, os sentimentos se misturaram e interferiram na razão de seus vértices. Diogo não mais sabia a quem amava. Iara distanciou-se de Diogo pela fraqueza que ele demonstrou. Flora pouco se importava com o sofrimento de Iara e na verdade, seu egoísmo até o escondia. E por algum tempo Flora foi dona do espaço, movimentando-se por ele sempre atenta para que a reta de Diogo e Iara não abandonasse seu ponto pessoal destruindo o triângulo, pois ela precisava de Iara para manter Diogo no triângulo. Flora usou de todos seus encantos, de sua sensualidade, de sua sexualidade liberada e também de falsidade. Iara recolheu-se ao seu ponto no vértice dela, deixou o espaço triangular para Diogo e Flora. E Iara sofreu calada assistindo a dança copular dos dois pelo espaço livre.

O erro de Flora aconteceu quando ela quis determinar uma reta apaixonante com Diogo. Iara rompeu o ligamento de amizade entre seu ponto e o de Flora, desfez a reta apaixonante com Diogo transformando-a em amigável, ou fingindo ser assim e foi conquistando o espaço triangular, tornou-se a rainha dele.

A determinação de Iara mostrou ao Diogo todo amor dela por ele. Não foi preciso palavras, nem beijos. Bastaram os olhares, os sorrisos os toques e carinhos românticos e verdadeiros. Bailaram embalados pela paixão numa música somente ouvida por eles e assistida por uma Flora enciumada e rejeitada que em fúria, destruiu as retas traçadas com Diogo e com Iara. Foi o fim do triângulo e a reta apaixonante de Diogo e Iara retornou seu caminho suave, no feixe de paralelas, em direção ao infinito do amor.

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Desculpe meu leitor, mas fazia tempo que não viajava pelos elementos matemáticos e hoje fui por eles intimada a colocá-los na minha escrita. Até fui chantageada com a afirmação de que se continuasse ignorando-os, toda matemática que conheço abandonaria minha mente... Já pensou? Anos de estudos partindo?  

quarta-feira, 23 de agosto de 2017

A Ceia



Contando Conto

Conheceu Conceição. Comprovou coerência, constância no vigiar seu lar perfeito, alegre, limpo, percebeu reflexo.
Convexo.

Procurou alguém audaz, estritamente racional, encontrou em Racine, perfeitamente.
 Espelhadamente.

Empresária do amor achou em Leonor. 
Espelhou com rigor.

Sensibilidade que enleva e que atormenta, que cria, percebeu em Leonardo, efeminado.
Sentiu-o assemelhado.

Em Amanda enamorada adolescente, viu paixões eternas de vidas breves. 
Imagens leves.

Insensatez, alheamento, despreocupação, descobriu em Rocco, louco. 
Um foco óptico.

Retratou futilidade e luxuria e inveja e ciúmes na Fúlvia sem temperança. 
Semelhança.

Convidou-os para a ceia. A todos. Um a um chegaram surpresos, receosos. Eus, o mordomo introspectivo, recebeu e os acomodou numa sala de luzes várias, brilhantes, vibrantes; de poltronas confortáveis, escuras; de tapetes macios, vermelhos; de paredes completamente espelhadas, disfarçadas.

O conviver inicial é um analisar mútuo, silencioso, observado por Eus. 
O manifestar primeiro é de Rocco que inicia um rodopiar, mirando-se nos espelhos, que também atraem Fúlvia, que ajeita os cabelos e alisa o cetinoso vestido com as mãos, balançando pulseiras de ouro, reluzindo brilhantes e se pesquisa em todos os ângulos. Conceição ergue-se e, num andar flutuante, deslizante, sem leve ondular do tecido branco, discreto, de sua vestimenta simples, aproxima-se de Eus e queda-se a seu lado. 
Leonor languidamente sentada, pernas longas, perfeitas, generosamente expostas, cruzadas, principia um proclamar de seu viver. 
Empertigado, dentro de um terno cinza de talhe perfeito, Racine é só movimentar dos olhos e da expressão facial com o olhar perdido nas infinitas imagens refletidas.
Amanda inicia um entoar de hinos de amor que encanta Leonardo, que procura achegar-se de Fúlvia ou de Leonor, que o repelem. 
Leonardo chora. 
Conceição, intimidada, esconde os dedos sem anéis, consola Leonardo e com o olhar recrimina Fúlvia e Leonor. 
Leonardo chora. 
Racine desdenha Leonardo, debocha de Amanda, aprova os atos de Leonor, dirige olhares insinuantes à Fúlvia e ignora Rocco e Conceição. 
Leonardo chora ... Leonardo insensível. 
Amanda adormecida. 
Fúlvia moderada. 
Rocco plácido. 
Leonor fenece. 
Conceição inconsciente. 
Racine alienado. 
Eus pálido, cai sobre o tapete, desfalece aflito. 
Conflito...

E ela assiste, na sala contígua de parede transparente com visão absoluta, mas oculta, deitada placidamente sobre almofadas lilases. 
Análise... 

E os vê credores, nos espelhos reveladores. Fixa o olhar no Eus combalido, esquecido, que inicia um despertar abatido. O Eus servil, eternamente presente, internamente solvente, ergue-se energizado pelo dever e, retorna o Racine racional, o Leonardo sensibilizado, a consciência à Conceição, a insensatez à Rocco; rejuvenesce o amor lucrativo de Leonor; futiliza Fúlvia; acorda Amanda enamorada. Eus sabe que ela os quer exatamente como são. E os inebria com vinho e licor.
Interior...

Cerimoniosamente, Eus abre as portas camufladas nos espelhos, os guia até a mesa da ceia, distribui seus lugares. Pede licença com mesura e retira-se. Minutos após, retorna antecedendo Eva e a escondendo com seu porte até alcançar a cabeceira da mesa, quando todos a veem e, admirados, rendem-se identificados.
Harmonizados...

Eva cumprimenta-os com sorrisos. Eus ajuda a sentar-se. Com um gesto, Eva sinaliza-lhe o iniciar da ceia. Eus serve a todos com a mesma gentileza. 
Eva observa Conceição conversar brandamente com Fúlvia, 
Racine doar instantes de razão a Rocco e incentivar Leonor sob o olhar atento de Conceição. 
Eus enche as taças com vinho.
Leonardo e Rocco trocam experiências. 
Amanda e Leonor encontram afinidades. 
Rocco e Fúlvia se entendem. 
Conceição e Eus – atração espontânea – conversam. 
Eus serve vinho. 
Eva, anfitriã agora assumida, ergue a taça e brinda seus amigos. 
Eus serve vinho. 
Eva sorri. 
Eus serve vinho. 
Eva viva. 
Eus serve vinho.

AVE EVA ...


quinta-feira, 10 de agosto de 2017

Contemporaniedade



Frequento as redes sociais da internet, nelas leio pensamentos de autores muitos deles conhecidos e transformados numa roupagem nova, outros de autores famosos bem conhecidos, gravados em lindas imagens de acordo com o tema, e que acredito ser uma mostra do que o divulgador está sentindo no momento que o insere em sua página. Também vejo críticas, informações e boas piadas, e tem ainda as que divulgam a intimidade do usuário e muitas mensagens saudosistas, do tipo: Lembra-se disso? Veja como era! Você viveu isso? Usou essa marca ou recorda-se dessa música?

O antigamente é muito usado, tanto nas redes sociais como em conversas. Lembranças que acordam nostalgias, lembranças que avivam na mente o que se viveu alegre e feliz, de amores idos, às vezes até desperta arrependimento pelo que se deixou de vivenciar. Ao recordar de produtos, músicas, filmes, moda ou locais, revive-se um tempo bom ou ainda o aprendizado pelos atos errados que mostraram o caminho certo. Sim, porque penso que todos seres humanos têm um dispositivo no cérebro que não associa lembranças tristes a nenhuma coisa.  Nostalgia somente do que foi bom!

E no amanha, o que despertará a nostalgia? No hoje tudo corre nada fica por um tempo maior que estabeleça correspondência com o que se vive, com o que se usa, se ouve e se vê. Até namoro tornou-se rápido pelo “ficar” descompromissado, sem palavras amorosas ditas ao ouvido, sem juras de amor eterno enquanto dure, sem adotar uma música que faça a ligação entre corações. É o progresso.

Acabaram-se cartas ou bilhetinhos o único jeito é criar arquivos no computador onde se guardarão os emails, ou os tweets, ou as mensagens do facebook, ou as fotos digitalizadas, aquelas que nos “agora” foram criadoras de alguns momentos de felicidade. Até dar pane na máquina e tudo se perder pelo espaço virtual...

No amanha não existirá os “antigamente”. Nem nostalgia gerada por um perfume ou por um produto, nem lembranças de um amor vivido revivido por uma melodia. Planeja-se tudo com cálculos de custos e benefícios, e o que se faz espontaneamente é quase sempre impelido pelo modismo criado por meios de divulgação que induz comportamentos, e não mostram consequências Tudo no hoje tem característica volátil, inclusive sentimentos, muda-se a imagem da tela com o toque de um dedo...

O contemporâneo confirma que nada é para sempre e que tudo muda...

Mas será que o progresso não poderia desacelerar um pouco? Esse progresso que só atende à minoria privilegiada e causa carências aos menos favorecidos?

"Acredito que o homem primitivo foi mais feliz do que nós, apesar das dificuldades de sobrevivência".
Thor Heyerdahl 
• Antropólogo norueguês, explorador, zoólogo, geógrafo.

Estudou em Oslo e lutou na Segunda Guerra Mundial para expulsar os nazistas do seu país.




domingo, 6 de agosto de 2017

Timão e razão


Navegando de semana em semana,
Cruzo mares revoltos ou calmos.
Em muitas é meu o timão
Doado pela minha razão.
Em outras fico à deriva,
E morre a esperança,
E impera a descrença.
O Sol me olha do alto
E eu não O sinto....

De repente um timoneiro surge
Vindo não sei de onde
E me põe no prumo,
E corrige o rumo,
E me devolve o timão.
E me chama à razão
Para sentir o mar manso
Doando a paz do remanso.

Coração preparado
E agora destemido
A um novo turbilhão,
Pois peço em oração
Que venha o barqueiro
Trazendo o Timoneiro
Vindo hoje sei de onde...

Que nessa semana o Barqueiro te acompanhe!

sexta-feira, 28 de julho de 2017

Tudo acaba




Acaba o encantamento
Acaba o querer
Acaba a festa
Acaba a felicidade
Acaba a lágrima
Acaba a dor
Acaba a saudade
A viagem acaba
A tristeza também acaba.
Acaba a ilusão
Acaba a amizade
Acaba a beleza
Acaba o laço
Acaba a emoção
E o momento acaba
E o sonho se vai
A realidade esvazia
Acaba o cenário
Fica a lembrança das idas às nuvens.
E acaba o vazio...
Pois tudo acaba e pode acabar até se permanecer...



domingo, 23 de julho de 2017

Bauzeiro vital



Guardei todos os pedaços
Os cacos e os estilhaços,
As pérolas e os rubis,
Os diamantes lapidados
E os brutos também,
As joias recebidas
Prêmios das vitórias.

E guardei...
Os fragmentos
Da carta retalhada
Num impulso de fúria
Pela dor causada
Pelo amor inútil.

Também guardei...
As pedras rústicas
Que úteis serão
Para sepultar maldades,
Aniquilar lembranças
Que machucam.

Tudo encerrado no baú
Que decora meu espaço
No endereço que viver.

Baú das minhas coisas
Somente minhas
Por mim projetadas
Imaginadas e criadas
E sem temor executadas.

Matérias que construíram
E até aqui moldaram
O ser que mostro
O ser que sou...

quinta-feira, 20 de julho de 2017

Isso é...




Um grande amor que vence o tempo e a distância.

Que despreza os defeitos reconhecidos
E disponibiliza ajuda sem esperar recompensa.

Que ri e se alegra em conjunto
E chora quando você chora e te conforta.

Que ouve suas dúvidas
E vibra com suas conquistas.

Que até no silêncio se comunica
E no olhar mostra ternura e nos gestos, seu carinho.

Que caminha ao seu lado mesmo que ausente
E cala-se ao seu mau humor e compartilha sua alegria.

Que faz feliz quem o encontra
E pela vida o conserva,


Isso é... amizade!

sábado, 15 de julho de 2017

Vou por aqui





Vou por aqui
Sigo adiante
Miro longe
Vejo o horizonte
Chegarei nele
Por aqui?

Um atalho me chama
Atraente e sedutor
Com promessa
De facilidade
De felicidade
De sucesso.

Ao labirinto me leva
Sem horizonte
Lutar é preciso
Superar obstáculos
Combater e aprender
Vencer!

Vou por ali
Levando bagagem adquirida
Com sabedoria aprendida
Traço o caminho pretendido
Ciente das pedras contidas
Fortalecida na fé.

É o meu caminho.